Esta é uma nota técnica em relação as telas de toque que apresenta soluções que existem no mundo e no final uma proposta de um caso de uso para o TelaSocial.
As telas de toque são sistemas que geralmente vão acoplados em painéis tipo TV ou telões. Atualmente, os tabletes e smartphones possuem telas de toque do tipo multitouch, que permitem novos tipos de experiências, tais como o movimento de "esticar" uma figura. O vídeo abaixo mostra um exemplo com uma tela multitouch com suporte via software no Windows, e uma aplicação de desenho, que aceita vários pontos de toque ao mesmo tempo:
Visão geral das tecnologias
Telas sensíveis ao toque capacitivas
É a tecnologia encontrada em notebooks modernos, smartphones ou tabletes e é chamado em inglês capacitive touch screen. Neste caso, um sistema calcula a posição do toque porque o corpo humano carrega eletricidade alterando a capacitância na película que conduz eletricidade instalada na frente do painel. Esta tecnologia permite a identificação de vários pontos ( telas de múltiplos toques ao mesmo tempo ) mas não recebe sinal se o ponto de contato não conduzir eletricidade, ou seja, um usuário com uma luva ou um dedo engordurado pode ter uma experiência prejudicada ( não vai funcionar ).
Telas sensíveis ao toque resistivas
Dispositivos antigos, como os primeiros palm, utilizavam desta tecnologia. Basicamente, existem duas películas que estão separadas por um espaço. Quando um objeto físico pressiona um ponto, as camadas se tocam, e então ocorrem medições, uma para o eixo X, e a outra para o eixo Y. Com este tipo de tecnologia, é difícil medir vários pontos. O ponto positivo é que pode-se pressionar com qualquer objeto.
Tecnologia infra-vermelho
Esta é uma das tecnologias mais antigas e tem um funcionamento bom para toque simples ou multi-toque. Existem vários sensores que são colocados ao longo do frame ( aparato físico como uma moldura de quadro ) do painel e também emissores de luz infra-vermelho. Por se tratar de uma matrix, uma vez que o dedo ( ou qualquer objeto ) faz o bloqueio da luz, sabe-se então a posição do elemento por estes sensores terem sido fisicamente colocados nos eixos X e Y do frame.
Busca de Novas Soluções e Casos de Uso
As tecnologias acima são as mais tradicionais, porém, existem várias outras. A Samsung, por exemplo, tem um aparelho de TV moderno, que traz uma tecnologia chamada PixelSense [3], que é baseada na ideia de sensores óticos. Assim, estes estão implantados no nível dos pixels da TV, o que lhe permite não somente capturar a posição de objetos como também suas imagens.
Algumas ideias relacionadas com este tipo de solução podem ser encontradas em projetos que fazem uso de webcams para detectar onde o dedo tocou em uma tela de acrílico ou outros materiais.
Alguns projetos se baseiam em TIR ( total internal reflection ) [4] e simplesmente fazem a detecção do dedo uma vez que este desvia parte da luz que passa pelo material de acrílico. Este esquema é referido como FTIR ( Frustrated Total Internal Reflection ) [5].
Caso de Uso: Intervenção Individual vs Social
É importante observar que atualmente o sistema TelaSocial oferece interação mas através de meios indiretos, via Web, utilizando-se de feeds ( canais como RSS, Atom, JSON etc ). No entanto, existem casos que pedem interação física dos usuários nas telas. Neste sentido ocorre a busca pelo entendimento do que é uma experiência híbrida com interação via toque, para provavelmente um ou poucos humanos, e ainda a continuidade da interação remota, indireta, via web. É importante ainda observar que o usuário, quando fisicamente tocando na tela, está bloqueando a visão dela.
A figura abaixo mostra o caso A, com interação remota indireta, versus um cenário B onde um único usuário foi fisicamente para a frente da tela.
O caso de uso pode ser válido em alguns ambientes e deve ser medido para se entender os benefícios da experiência.
Proposta Áreas Sensíveis ( Hot Areas )
Uma proposta de implementação deste caso de uso trata-se de um modelo híbrido, ou seja, que o sistema fique em modo "piloto automático", e quando um usuário colocar o dedo em algumas áreas da tela, a experiência fica temporariamente controlada. Isso pode ser uma experiência de interação limitada que depende do tipo de conteúdo, ou seja, não seria uma navegação livre na web. De fato acabaria sendo uma experiência individual que é compatível com o tema geral do painel — o painel faz a governança das áreas "clicáveis".
Visão geral do frame de captura de "hot areas" de interação. Imagine uma grande tela que tem uma área em baixo que apresenta a imagem de um botão.
Proposta Projeto Implementação:
Painel de Baixo Custo de Toque — hot áreas
As fuguras abaixo apresentam a visão inicial do sistema e como que a comunicação com o TelaSocial será feita. Um frame, estrutura do tamanho da TV, deverá ser colocado na frente do painel e deverá conter sensores e emissores de luz infra-vermelho. A mão do usuário deverá cortar os feixes de luz permitindo que o sistema eletrônico possa informar o sistema no PC ( Linux ) que deverá oferecer a informação via sockets.
Referências
Este artigo é continuação do artigo Interação Parte 1.
[1] http://en.wikipedia.org/wiki/Touchscreen
[2] http://www.gizmodo.com.br/conteudo/giz-explica-magica-por-tras-das-telas-sens...
[3] http://www.slashgear.com/samsung-pixelsense-lcd-multitouch-displays-hit-mass-...
[4] http://en.wikipedia.org/wiki/Total_Internal_Reflection
[5] http://lowres.ch/ftir/
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São Carlos, Brazil